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Panorama atual dos pagamentos digitais no Brasil
Escolher entre as plataformas de pagamento disponíveis no país ficou mais difícil, porque a oferta cresceu muito. Neste guia, montamos um top x com as soluções que funcionam no Brasil hoje, comparando taxas, prazos de recebimento, recursos e segurança. A ideia é que você saia daqui sabendo qual serviço combina com o seu tipo de negócio, seja uma loja virtual, um comércio de bairro, um prestador autônomo ou um aplicativo com milhares de usuários.
Nos últimos anos, o comportamento do consumidor brasileiro mudou rápido. O Pix, lançado pelo Banco Central no fim de 2020, virou o meio de pagamento mais usado em número de transações. O cartão de crédito continua forte, principalmente em compras parceladas com ou sem juros. As carteiras digitais ganharam espaço entre os mais jovens, e o boleto, embora tenha perdido força, ainda é relevante para quem não tem cartão ou prefere não usá-lo online.
Esse cenário trouxe uma consequência para quem vende: não basta aceitar um único meio. O cliente espera pagar do jeito que preferir, e cada forma de pagamento recusada pode significar uma venda perdida. Por isso, as plataformas atuais tentam reunir tudo em um só lugar: maquininha, link de pagamento, checkout para e-commerce, conta digital e, em muitos casos, crédito para o lojista.
Alguns fatores pesam mais na decisão:
- Taxas por transação: variam bastante entre débito, crédito à vista, crédito parcelado e Pix.
- Prazo de recebimento: há quem pague na hora, em um dia útil ou em 30 dias, com custos diferentes para cada opção.
- Custo do equipamento: algumas maquininhas são vendidas, outras alugadas, e há modelos grátis com condições específicas.
- Integração: para lojas online e apps, a qualidade da API e dos plugins faz diferença no dia a dia.
- Segurança e privacidade: proteção contra fraude, conformidade com a LGPD e certificação PCI DSS são indispensáveis.
- Atendimento: quando algo dá errado, um suporte rápido evita prejuízo.
Ao longo do texto, você vai encontrar tabelas comparativas, listas de prós e contras e um passo a passo para escolher. Se quiser acompanhar outras comparações atualizadas, o portal topx.one reúne rankings de diferentes categorias de produtos e serviços.
Top X plataformas de pagamento que funcionam no Brasil agora
Para montar este top x, consideramos empresas com operação ativa no país, autorização ou parceria regulada pelo Banco Central, boa reputação entre usuários e oferta relevante para pequenos e médios negócios. Não existe uma plataforma perfeita para todos; o que existe é a mais adequada ao seu volume de vendas e ao seu modelo de operação.
A tabela abaixo resume as principais opções. As taxas indicadas são referências aproximadas de planos básicos divulgados pelas empresas e mudam com frequência, conforme faturamento, negociação e prazo de recebimento. Antes de contratar, sempre confira os valores atualizados no site oficial.
| Plataforma | Perfil ideal | Pix (referência) | Crédito à vista (referência) | Destaque |
|---|---|---|---|---|
| Mercado Pago | E-commerce, autônomos, varejo | Grátis ou baixa taxa em vendas presenciais | A partir de cerca de 3% a 5% | Ecossistema completo e integração com Mercado Livre |
| PagBank (PagSeguro) | Pequenos negócios e MEI | Sem custo em diversas modalidades | A partir de cerca de 3% a 5% | Conta digital robusta e variedade de maquininhas |
| InfinitePay | Autônomos e comércio físico | Gratuito | A partir de cerca de 3% | Recebimento na hora e taxas competitivas |
| Ton (Stone) | Microempreendedores | Gratuito no plano básico | A partir de cerca de 3% a 4% | Planos progressivos conforme faturamento |
| Stone | Médias empresas e varejo com volume | Negociável | Negociável | Atendimento local e taxas sob medida |
| Cielo | Empresas consolidadas | Negociável | Negociável | Grande aceitação de bandeiras e tradição |
| Stripe | Startups, SaaS e apps | Taxa percentual por transação | A partir de cerca de 4% + tarifa fixa | API muito bem documentada |
| PayPal | Vendas internacionais | Disponível com limitações | A partir de cerca de 5% + tarifa fixa | Confiança do comprador estrangeiro |
| Asaas | Cobranças recorrentes e serviços | Tarifa fixa baixa por cobrança | A partir de cerca de 3% + tarifa fixa | Automação de boletos, Pix e assinaturas |
Repare que algumas empresas trabalham com taxas abertas e padronizadas, enquanto outras, como Stone e Cielo, preferem negociar caso a caso. Para quem fatura pouco, a transparência das tarifas fixas costuma ser mais vantajosa. Já para quem movimenta valores altos todo mês, sentar para negociar pode reduzir bastante o custo final.
Por que essas plataformas entraram no ranking
Cada nome deste top x se destaca por um motivo diferente. O Mercado Pago tem a vantagem do ecossistema: quem vende no Mercado Livre já usa a conta, e a mesma solução atende loja física, link de pagamento e checkout online. O PagBank oferece uma das linhas de maquininhas mais variadas do mercado, com modelos de diferentes tamanhos e cores, além de uma conta digital com cartão e rendimento.
A InfinitePay ganhou espaço com recebimento instantâneo e o recurso de transformar o celular em maquininha por aproximação. A Ton, braço da Stone para microempreendedores, aposta em planos que ficam mais baratos conforme o faturamento cresce. Stripe e PayPal são as escolhas naturais para quem precisa de integração técnica sofisticada ou atende clientes de fora do país. E o Asaas resolve bem a vida de quem vive de cobranças recorrentes, como escolas, academias e prestadores de serviço.
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Pix e carteiras digitais: a revolução do pagamento instantâneo
Não dá para falar de pagamentos no Brasil sem colocar o Pix no centro. Ele funciona 24 horas por dia, todos os dias, inclusive feriados, e o dinheiro cai na conta em segundos. Para pessoas físicas, transferir é grátis. Para empresas, as instituições podem cobrar tarifas, mas muitas plataformas oferecem o recebimento via Pix sem custo ou com taxa bem abaixo da cobrada no cartão.
Para o lojista, o Pix traz três vantagens claras: dinheiro disponível na hora, custo menor e ausência de chargeback no modelo tradicional dos cartões. Isso não significa risco zero, já que golpes envolvendo Pix existem, mas o Mecanismo Especial de Devolução (MED) e os limites noturnos criados pelo Banco Central ajudam a reduzir problemas.
Modalidades de Pix que você pode usar
- Pix com QR Code estático: um código fixo, ideal para pequenos comércios e feiras. O cliente digita o valor.
- Pix com QR Code dinâmico: gerado a cada venda, já com o valor e as informações do pedido. Facilita a conciliação.
- Pix Cobrança: permite definir vencimento, juros e multa, funcionando como substituto moderno do boleto.
- Pix Automático: voltado para pagamentos recorrentes, como assinaturas e mensalidades, com autorização prévia do pagador.
- Pix por aproximação: integra o Pix às carteiras digitais do celular, tornando o pagamento tão rápido quanto o de um cartão.
Carteiras digitais em alta
Além do Pix, as carteiras digitais se tornaram parte da rotina. Apple Pay, Google Pay e Samsung Pay permitem pagar por aproximação usando o celular ou o relógio, com o cartão tokenizado, ou seja, sem expor os dados reais. Já carteiras nacionais como PicPay e Mercado Pago combinam saldo, cartão, Pix e programas de cashback dentro do mesmo aplicativo.
Para quem vende, a boa notícia é que aceitar carteiras digitais geralmente não exige nada além de uma maquininha com tecnologia NFC, presente na maioria dos modelos atuais. No ambiente online, os principais gateways já trazem botões de Apple Pay e Google Pay prontos para ativar, o que reduz o abandono de carrinho, principalmente em compras pelo celular.
Um exemplo cotidiano mostra o impacto disso: em apps de mobilidade, o passageiro termina a corrida e o pagamento é processado automaticamente, sem que ele precise tirar o cartão da carteira. Esse mesmo conceito de pagamento invisível vem sendo adotado em estacionamentos, pedágios, lanchonetes com drive-thru e até em postos de combustível, onde o motorista paga sem sair do carro.
Maquininhas de cartão: as melhores opções para vendas presenciais
Mesmo com o avanço do Pix, a maquininha continua essencial para quem atende pessoalmente. Muitos clientes preferem o crédito para parcelar compras maiores ou acumular pontos e milhas. Por isso, a escolha do equipamento ainda é uma das decisões mais importantes para lojas, restaurantes, salões e vendedores ambulantes.
Os modelos mais simples se conectam ao celular via Bluetooth e são ótimos para quem vende pouco ou está começando. Os intermediários têm chip próprio e funcionam sem depender do telefone. Os mais completos imprimem comprovante, aceitam Pix por QR Code na tela e têm bateria de longa duração. Alguns fabricantes oferecem capas com alças para facilitar o transporte por entregadores e vendedores de rua.
| Modelo / Plataforma | Conexão | Imprime comprovante | Aceita Pix na tela | Indicada para |
|---|---|---|---|---|
| Point Mini (Mercado Pago) | Bluetooth + celular ou chip, conforme versão | Não | Sim, nas versões mais recentes | Autônomos e pequenas vendas |
| Point Smart (Mercado Pago) | Chip e Wi-Fi | Sim | Sim | Lojas e restaurantes |
| Moderninha Pro (PagBank) | Chip e Wi-Fi | Sim | Sim | Comércio com volume médio |
| Moderninha Smart (PagBank) | Chip e Wi-Fi | Sim | Sim | Negócios que querem sistema de vendas integrado |
| InfiniteSmart (InfinitePay) | Chip e Wi-Fi | Depende do modelo | Sim | Quem quer recebimento na hora |
| T1, T2 e T3 (Ton) | Bluetooth, chip ou Wi-Fi conforme modelo | Somente modelo superior | Sim nos modelos superiores | Microempreendedores em crescimento |
| Tap to Pay (celular como maquininha) | Celular com NFC | Não (comprovante digital) | Sim, via app | Vendas esporádicas e prestadores de serviço |
Vender ou alugar: o que compensa mais
Antigamente, alugar maquininha era o padrão. Hoje, a maioria das plataformas focadas em pequenos negócios vende o aparelho, muitas vezes em promoção ou parcelado. Para quem vende pouco, comprar costuma ser melhor, pois elimina a mensalidade. Já empresas com grande volume, que negociam taxas personalizadas com Stone ou Cielo, frequentemente trabalham com aluguel, porque o custo do equipamento se dilui no relacionamento comercial.
Uma tendência forte é o uso do próprio celular como maquininha. Com o recurso de pagamento por aproximação em smartphones com NFC, o vendedor só precisa instalar o app da plataforma. O cliente encosta o cartão ou o celular no aparelho, e a venda é concluída. É uma solução prática para quem atende a domicílio, como manicures, técnicos e personal trainers, ou para quem vende em eventos e feiras de bairro.
Cuidados na hora de comprar a maquininha
- Verifique se o modelo aceita as bandeiras mais usadas pelo seu público, incluindo Elo, Hipercard e vales-refeição, se for o caso.
- Confira a duração da bateria e se o equipamento funciona bem com a cobertura de sinal da sua região.
- Compare o tamanho e o peso, especialmente se você vende em movimento.
- Leia as condições de garantia e de troca em caso de defeito.
- Simule o custo total considerando as taxas, e não apenas o preço do aparelho.
Gateways de pagamento para e-commerce, aplicativos e assinaturas
Se a sua venda acontece pela internet, a peça central é o gateway de pagamento, que conecta a loja virtual às bandeiras de cartão, bancos e ao sistema do Pix. Nesse universo, a qualidade técnica pesa tanto quanto a taxa. Um checkout lento ou confuso derruba a conversão, e uma API mal documentada consome horas da equipe de desenvolvimento.
Plataformas como Mercado Pago, PagBank, Stripe, Pagar.me, Asaas, Iugu e Vindi oferecem integrações com os principais construtores de lojas, como Shopify, Nuvemshop, WooCommerce, Tray e VTEX. Na maioria dos casos, basta instalar um plugin, informar as credenciais e configurar as formas de pagamento desejadas.
Recursos que fazem diferença no checkout
- Checkout transparente: o cliente paga sem sair do site, o que passa mais confiança e aumenta a conversão.
- Parcelamento configurável: você define quantas parcelas oferecer e se elas serão com ou sem juros para o comprador.
- Antifraude integrado: análise automática de risco usando dados do comprador, dispositivo e histórico.
- One-click buy: cartões salvos de forma segura permitem recompra em um clique.
- Split de pagamento: essencial para marketplaces e apps que dividem o valor entre vários recebedores.
- Recorrência: cobrança automática para clubes de assinatura, cursos e softwares.
- Link de pagamento: útil para quem vende pelo WhatsApp e pelas redes sociais.
Frete, parcelamento e conversão
No e-commerce brasileiro, o frete continua sendo um dos principais motivos de abandono de carrinho. Muitos lojistas combinam estratégias: oferecem frete grátis acima de determinado valor e permitem parcelar sem juros para estimular o aumento do ticket médio. Algumas plataformas, como o Mercado Pago, integram cálculo de frete e pagamento na mesma experiência, o que simplifica a vida de quem está começando.
Outro ponto relevante é o desconto no Pix. Como o custo de recebimento é menor, várias lojas oferecem de 5% a 10% de desconto para quem paga dessa forma. É uma maneira de repassar parte da economia ao cliente e, ao mesmo tempo, receber o dinheiro imediatamente.
Apps de mobilidade, delivery e marketplaces
Aplicativos com muitos recebedores, como plataformas de transporte, delivery e marketplaces, exigem uma estrutura mais sofisticada. É preciso dividir o pagamento entre a empresa, o motorista ou entregador e, às vezes, o restaurante. Também é necessário lidar com dados de localização, cálculo dinâmico de preço e estornos parciais. Stripe Connect, Pagar.me e o split do Mercado Pago estão entre as soluções mais usadas para esse tipo de operação.
Nesses casos, a escolha da plataforma deve levar em conta a capacidade de processar grandes volumes, a estabilidade da API em horários de pico e a facilidade de conciliar milhares de pequenas transações. Para startups em fase inicial, começar com uma solução que cresce junto com o negócio evita migrações dolorosas no futuro.
Segurança, privacidade e proteção de dados nas transações
Nenhum ranking de pagamentos estaria completo sem uma análise séria de segurança. Fraudes com cartão, golpes de engenharia social e vazamento de dados são riscos reais, tanto para o consumidor quanto para o lojista. Todas as plataformas deste top x seguem padrões internacionais de proteção, mas há diferenças na qualidade das ferramentas oferecidas.
O que observar em termos de segurança
- Certificação PCI DSS: padrão global que define como os dados de cartão devem ser armazenados e transmitidos.
- Tokenização: substitui o número do cartão por um código, evitando que dados sensíveis fiquem expostos.
- Autenticação 3DS: camada extra de verificação que transfere parte da responsabilidade por fraudes para o emissor do cartão.
- Antifraude com inteligência artificial: analisa padrões de comportamento e bloqueia transações suspeitas em tempo real.
- Autenticação em dois fatores: protege o acesso ao painel da sua conta.
- Regulação pelo Banco Central: garante que a empresa segue regras de capital, governança e proteção ao cliente.
LGPD e privacidade do consumidor
A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) estabelece regras claras sobre coleta, uso e armazenamento de informações pessoais. Quando você usa uma plataforma de pagamento, parte dessa responsabilidade é compartilhada com ela. Por isso, vale ler a política de privacidade do serviço e entender quais dados são coletados, por quanto tempo ficam armazenados e com quem são compartilhados.
Aplicativos de pagamento costumam solicitar permissões como localização, acesso à câmera para ler QR Codes e notificações. Algumas são necessárias para o funcionamento; outras servem para prevenção de fraude, já que a localização ajuda a identificar transações fora do padrão. Como regra, conceda apenas as permissões que fazem sentido para o uso que você faz do app.
Outro ponto que costuma gerar dúvida é a idade mínima. Contas digitais e carteiras geralmente exigem 18 anos para titularidade plena, embora algumas instituições ofereçam contas para adolescentes vinculadas a um responsável legal, com limites reduzidos e controle parental.
Como evitar golpes comuns
Do lado do vendedor, os golpes mais frequentes envolvem comprovantes falsos de Pix, pedidos de reembolso indevidos e compras com cartões clonados. A principal defesa é sempre confirmar o recebimento no extrato da plataforma antes de liberar o produto, e nunca confiar apenas em imagens de comprovante enviadas por mensagem. Do lado do comprador, desconfie de links recebidos por SMS ou WhatsApp, confira o nome do recebedor antes de confirmar um Pix e mantenha o aplicativo do banco sempre atualizado.
Como escolher a plataforma ideal para o seu negócio
Depois de conhecer as opções deste top x, chega a hora de decidir. A melhor escolha depende do perfil da sua operação, e não da propaganda mais chamativa. Uma loja de roupas que vende produtos em vários tamanhos e cores pela internet tem necessidades diferentes de uma lanchonete de bairro ou de uma empresa de software com assinaturas mensais.
Passo a passo para decidir
- Mapeie seus canais de venda: presencial, online, redes sociais, WhatsApp ou uma combinação de todos.
- Calcule o faturamento médio mensal: isso define se você deve buscar taxas fixas ou negociadas.
- Entenda o mix de pagamento dos seus clientes: qual a proporção de Pix, débito, crédito à vista e parcelado.
- Defina sua necessidade de capital de giro: receber na hora custa mais; esperar 30 dias costuma sair mais barato.
- Avalie a integração: se você usa um sistema de gestão ou plataforma de e-commerce, confirme a compatibilidade.
- Simule cenários reais: use os simuladores oficiais com seus números para comparar o custo total.
- Teste o atendimento: envie uma dúvida antes de contratar e veja a rapidez e a qualidade da resposta.
Comparativo de prós e contras
| Plataforma | Pontos fortes | Pontos de atenção | Nota geral (0 a 10) |
|---|---|---|---|
| Mercado Pago | Ecossistema amplo, checkout eficiente, boa reputação com compradores | Taxas de recebimento imediato podem ser altas; retenções em casos de suspeita | 9,0 |
| PagBank | Conta digital completa, várias maquininhas, Pix sem custo em diversas situações | Atendimento pode ser lento em horários de pico | 8,7 |
| InfinitePay | Recebimento na hora, taxas competitivas, celular como maquininha | Menos opções de integração avançada para e-commerce | 8,8 |
| Ton | Planos progressivos, bom custo-benefício para MEI | Melhores taxas dependem do plano e do faturamento | 8,5 |
| Stone | Atendimento próximo, negociação personalizada | Menos vantajosa para quem fatura pouco | 8,6 |
| Cielo | Tradição, ampla aceitação, soluções para grandes redes | Custos menos transparentes para pequenos | 8,0 |
| Stripe | API de excelência, ideal para startups e apps | Pouca presença em vendas presenciais no Brasil | 8,9 |
| PayPal | Confiança internacional, proteção ao comprador | Taxas elevadas e conversão cambial cara | 7,8 |
| Asaas | Automação de cobranças, ótimo para serviços recorrentes | Não é focado em vendas presenciais | 8,4 |
Recomendações por perfil
- MEI e autônomos iniciantes: InfinitePay, Ton ou a versão mais simples das maquininhas do PagBank e do Mercado Pago.
- Loja virtual em crescimento: Mercado Pago, PagBank ou Pagar.me, pela facilidade de integração.
- Startups e aplicativos: Stripe ou Pagar.me, pela qualidade técnica e pelo split de pagamento.
- Prestadores de serviço com mensalidades: Asaas, Iugu ou Vindi.
- Vendas para o exterior: PayPal ou Stripe.
- Varejo com alto volume: Stone ou Cielo, com taxas negociadas.
Uma dica prática: não tenha medo de usar mais de uma plataforma. Muitos negócios combinam uma maquininha para o balcão, um gateway para a loja online e uma conta para receber Pix. O importante é manter a conciliação organizada, para saber exatamente quanto entra e quanto se paga em taxas.
Também vale reavaliar a escolha periodicamente. O mercado de pagamentos é extremamente competitivo, e taxas que eram imbatíveis há um ano podem ter sido superadas. Se o seu faturamento cresceu, você provavelmente tem poder para negociar condições melhores. Acompanhar comparativos como este top x e as atualizações publicadas no site topx.one ajuda a não deixar dinheiro na mesa.
Tendências que devem influenciar sua escolha
Algumas novidades já estão mudando o setor e merecem atenção. O Open Finance permite que o cliente autorize pagamentos diretamente da conta bancária, sem cartão, com uma experiência parecida com a do Pix, mas integrada ao checkout. O Drex, plataforma de moeda digital em desenvolvimento pelo Banco Central, promete novas formas de liquidação. E o crescimento dos pagamentos por biometria e reconhecimento facial deve tornar a navegação nos apps ainda mais simples.
Outra tendência é a integração entre pagamento e gestão. Plataformas que oferecem controle de estoque, emissão de nota fiscal, cadastro de produtos e relatórios dentro do mesmo app reduzem o número de ferramentas que o empreendedor precisa usar. Para quem tem pouco tempo, essa centralização vale ouro. Ao comparar as opções deste top x, considere não só a taxa de hoje, mas também a capacidade da empresa de acompanhar essas inovações.
Considerações finais sobre pagamentos no Brasil
O mercado brasileiro de pagamentos é um dos mais dinâmicos do mundo. O Pix mudou a forma como as pessoas transferem dinheiro, as carteiras digitais tornaram o celular uma extensão do bolso, e a concorrência entre maquininhas e gateways derrubou taxas que antes pareciam intocáveis. Para quem empreende, esse ambiente é uma oportunidade: há soluções acessíveis para todos os tipos de negócio, do vendedor ambulante à grande rede varejista.
Ao longo deste top x, mostramos que a escolha certa passa por entender seu próprio negócio antes de olhar para as ofertas. Volume de vendas, canais de atendimento, necessidade de capital de giro e nível de integração técnica são os fatores que realmente definem qual plataforma vai trabalhar a seu favor. Taxa baixa é importante, mas estabilidade, segurança e um bom atendimento muitas vezes pesam ainda mais no longo prazo.
Resumindo os pontos principais:
- Ofereça Pix sempre que possível, porque é rápido, barato e preferido por boa parte dos consumidores.
- Escolha uma maquininha compatível com o seu ritmo de vendas e com a mobilidade que você precisa.
- No ambiente online, priorize checkout transparente, antifraude e boas integrações.
- Leve a sério a segurança e a privacidade, tanto suas quanto dos seus clientes.
- Revise suas taxas e contratos periodicamente, pois o mercado muda rápido.
Com as informações certas em mãos, fica muito mais fácil tomar uma decisão consciente. Use as tabelas e listas deste guia como ponto de partida, faça simulações com os seus próprios números e, se quiser continuar pesquisando, confira outros comparativos e rankings atualizados no topx.one. Uma boa plataforma de pagamento não é só um custo: é uma ferramenta que ajuda o seu negócio a vender mais e a crescer com tranquilidade.
Perguntas frequentes
Não existe uma resposta única, porque o custo depende do seu mix de vendas e do prazo de recebimento. Para quem recebe muito por Pix, plataformas que não cobram por essa modalidade, como InfinitePay, Ton e PagBank em várias situações, tendem a sair mais em conta. Para quem vende muito no crédito parcelado, vale simular os valores em cada empresa com os seus números reais antes de decidir.
Sim. O recurso de pagamento por aproximação no celular utiliza a mesma tecnologia de criptografia das maquininhas tradicionais, e os dados do cartão não ficam armazenados no seu aparelho. O ideal é manter o sistema operacional e o aplicativo atualizados, usar senha ou biometria no celular e baixar o app apenas das lojas oficiais.
Depende da sua necessidade de capital de giro. Receber na hora oferece liquidez imediata, mas normalmente custa mais em taxas. Esperar 30 dias reduz o custo por transação. Se o seu negócio precisa repor estoque com frequência, o recebimento rápido pode compensar; se o fluxo de caixa é tranquilo, esperar costuma ser mais econômico.
Não necessariamente. Muitas plataformas permitem abrir conta com CPF, o que atende autônomos e quem está começando. No entanto, ter um CNPJ, mesmo como MEI, costuma liberar taxas melhores, limites maiores, emissão de nota fiscal e mais credibilidade diante dos clientes e fornecedores.
Chargeback é a contestação de uma compra feita com cartão, geralmente quando o titular não reconhece a transação. O valor é devolvido ao comprador e pode ser descontado do lojista. Para se proteger, use ferramentas antifraude, ative a autenticação 3DS nas vendas online, guarde comprovantes de entrega e mantenha uma comunicação clara com o cliente sobre o nome que aparecerá na fatura.
Pode e, em muitos casos, é recomendável. É comum combinar uma maquininha para vendas presenciais, um gateway para a loja virtual e uma conta específica para receber Pix ou cobranças recorrentes. Assim você aproveita o melhor de cada serviço e reduz o risco de ficar sem vender caso uma das plataformas apresente instabilidade.